4 de abril de 2009

a intuição da matéria bruta? isso não é mais B. [qual a vida que não é afetiva? — caderno preto madrugada 01.01.08 El Calafate, Arg.] o universal no singular [Merleau-Ponty], mais amor no amor pelo mundo do que no mundo. e isso é outro statement político (ou talvez o único S.P. possível): 2008 foi um ano de crise do sentido porque para mim foi!  porque o amor eu não, senão que é coisa no mundo. mais: o próprio coração da crise, do trauma, da minha, do meu, de toda crise e trauma concebíveis como revoluções desejantes. e isso então, posição anotada aí no corpo, ganhando inesperadas proporções históricas: porque está acontecendo alguma coisa agora, aí, em 09’ como estiramento de 08’mas que por ser coisa sem nome próprio, o fenômeno da própria pressão do tempo e do espaço, por ser uma marca no corpo, uma ferida, a trajetória interrompida da vida de todo dia, o som do despertador sem rumo vibrando pela reciprocidade reflexivo-corporal do meu afeto e da vida, por ser uma marca da unica vida possível, não pode ser palavra provada. mas por que não concebida?  está acontecendo alguma coisa agora, em 09’ como estiramento de 08’, e justificada? 1. de forma intuitiva: porque E. não está entendendo (mais) nada, e 2. de forma empírica: porque ninguém está entendendo nada, basta olhar ao redor, e arriscar a tese de paralelismos histórico-materiais comme une façon de vous passer du fil de la Vierge à la toile d'araignée: a vida sem sentido dado, acontecendo assim como em 1968-9, como em 1938-9, 1918-9, 1908-9 etc. por que não? se uma coisa é concebível ela já existe de certa forma...

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