1 de fevereiro de 2009

E/L.7 às 10 da noite do mercredi 28, ao ouvir anunciar nos alto-falantes do mesmo centro G. Pompidou: demain, le jeudi 29, la BPI [bibliothèque populaire d’information] sera fermée à cause de manifestations sociales. ontem, à l’aube du jeudi noir à Paris, eu acordei meio futurista, e o beijo na face foi como um tapa [la littérature ayant jusqu'ici magnifié l'immobilité pensive, l'extase et le sommeil], e o aparelho, a fumaça, o punho próprio cerrado, o appel à Grève Générale en France, 

[rotativas: le Figaro noticia à la une ! os conflitos de ontem (1909-2009) : de 1, 1 à 2,5 milhões de manifestantes nas ruas, 300 mil em Paris na direção de Opera Garnier, onde finalmente, aí pelas 20 horas, um grupo se choca com alguns dos 60 mil policiais previstos].

o coração na boca, 29 de janeiro 09’, guarda bem essa data, mãe! e saí por aí com um folheto rosa no bolso, distribuído cinicamente na exposição no Pompidou, e que dizia: place à la pioche futuriste! Montmartre aura vécu! e lado a lado de agentes metroviários, sindicalistas, pesquisadores, gente do publico e do privado, gritei na rua à pleine voix à bas le nu en peinture!  il faut détruire Montmartre! palavras d’um manifesto de 1913 do pintor Felix Del Marle, único autêntico francês futurista segundo Appolinaire, palavras que adotei como plano de ação.

2 comentários:

José Dias. disse...

Para onde foi esse folheto rosa?

Daniel Jablonski disse...

temo ter perdido.