3 de dezembro de 2008

é um trauma, é a tinta da caneta que escreve borrando a folha, desfigurando o texto, é a ponta do lápis que desenha atravessando o papel, rasgando a linha, a espiral, o traço. é a desmesura da pressão do tempo sobre a mão que escreve que desenha, que em todo caso traça o sentido, em certo sentido. e que cede, e que mancha, e que marca os papéis e cadernos e folhas e documentos com essa marca, que não é senão a marca do próprio tempo. é um trauma temporal, 2008. 40 anos depois de 68. ano em que a coisa deixou de fazer sentido, deixou de ter nome, em que todos os desenho, textos e traços traçados até então se perderam n'algum buraco e nunca mais.   

ano em que o sentido do tempo, a direção histórica, deixou a figura  do abstrato para se fazer sentir, como trauma no corpo

2008 é meu 68, é o tempo passando em mim, por mim, na quase juventude de quase 23 anos do meu corpo. e eu não sei o que significa.

4 comentários:

Carol disse...

2008/2.


(a verificao de palavras eh 'anateder'. e se a ana te der?)

Carol disse...

quem comentou foi a ana, nao a carol. que fique claro.

Rodrigo disse...

Acho que é desse que eu gosto mais.

Daniel Jablonski disse...

eles não são independentes.eles não existem sós.